O ELSA-Brasil lança hoje um boletim especial em referência ao Dia Mundial da Atividade Física, celebrado anualmente em 6 de abril, que visa consciencializar sobre a importância da prática regular de atividade física para a saúde e o bem-estar. A data é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem como objetivo combater o sedentarismo. Quatro a cinco milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas se a população global fosse mais fisicamente ativa (OMS, 2020).
Dados do ELSA-Brasil reforçam o poder do movimento para a saúde e a longevidade
O material reúne as principais descobertas de mais de 15 anos de pesquisa acompanhando cerca de 15 mil adultos em seis estados brasileiros. Com financiamento do Ministério da Saúde, o boletim traduz de forma acessível os resultados de mais de 100 artigos científicos publicados pelo estudo. As medidas do estudo foram realizadas de forma rigorosa, combinando questionários detalhados e o uso de acelerômetros, dispositivos semelhantes a relógios inteligentes que registram o movimento ao longo do dia.
Seja no tempo livre, no trabalho, nas tarefas domésticas ou no deslocamento, mover o corpo é uma das maneiras mais simples e importantes de cuidar da saúde. Confira os principais destaques do nosso novo boletim:
Pequenas trocas fazem uma grande diferença
Não é necessário começar com treinos exaustivos. Os dados do ELSA-Brasil mostram que pequenas mudanças na rotina têm um grande impacto na longevidade:
O poder dos 10 minutos
Em média, substituir apenas 10 minutos de comportamentos sedentários (ficar sentado ou deitado) por atividade física moderada ou vigorosa associou-se a um risco de mortalidade 10% menor em 5 anos.
A meta dos 7.000 passos
Acumular aproximadamente 7.000 passos por dia indicou o maior benefício para a saúde, reduzindo a mortalidade em 5 anos pela metade.
A regra dos 150 minutos
Atingir a recomendação da OMS de 150 minutos semanais de atividade moderada a vigorosa reduz o risco de mortalidade em 25% em 5 anos.
Aposentar não significa parar de se movimentar!
Muitos acreditam que a aposentadoria trará mais tempo livre para cuidar da saúde, mas, na prática, os dados mostram o contrário: ficar parado torna-se um hábito muito comum. Quando comparamos com pessoas que ainda estão no mercado de trabalho, o número de homens inativos fisicamente aumenta 65% após a aposentadoria. Entre as mulheres, a diferença é de 55%.
Onde você mora importa
Os dados reforçam que o ambiente ao nosso redor molda os nossos hábitos:
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Participantes que moram perto de áreas verdes, como praças e parques, praticavam atividade física com mais frequência e apresentavam menos casos de obesidade.
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Aqueles que relataram ter uma vizinhança com boa estrutura (sombra de árvores, baixo tráfego de veículos e facilidade para caminhar) apresentaram 69% mais chance de praticar atividades físicas no lazer e 19% mais chance de se deslocar ativamente (a pé ou de bicicleta).
Papel nas doenças crônicas
Para as pessoas que já convivem com diabetes, hipertensão arterial ou dores musculares persistentes, a prática regular de exercícios atua de forma poderosa:
- Ajuda a manter os exames em dia e a doença controlada.
- Protege o coração, impedindo a piora e problemas mais sérios.
- Garante que o indivíduo continue forte, ativo e dono da própria rotina, sem limitações.
Cada passo conta!
Qualquer movimento que aumente a percepção de esforço já vale: caminhar, subir escadas, dançar, pedalar ou cuidar do jardim. Se 150 minutos por semana parecer muito, comece aos poucos e aumente gradualmente.
Para acessar todos os dados, leia o Boletim Especial completo acessando o PDF abaixo. Nele, você também encontra um QR Code com os links diretos para todos os artigos originais do ELSA-Brasil.
Agradecemos imensamente a cada um dos participantes do ELSA-Brasil por tornarem essa pesquisa possível. Vocês são parte fundamental dessa história!